Como se identifica um curto-circuito numa placa eletrónica?

Encontrar um curto-circuito numa placa com centenas de componentes parece procurar uma agulha num palheiro. Com o método certo, porém, o técnico chega ao componente defeituoso sem arrancar peças ao acaso. Explicamos como funciona, para perceberes o que acontece ao teu equipamento quando está na bancada.
1. Inspeção visual ao microscópio
O primeiro passo é olhar. Ao microscópio vêem-se condensadores rachados, sinais de queimado, corrosão, pistas levantadas ou restos de reparações anteriores. Muitas vezes a causa está à vista. Explicamos porque é que o microscópio é indispensável.
2. Medição com o multímetro
Com o equipamento desligado e sem bateria, mede-se a resistência à massa (ou a queda de tensão em modo díodo) nas linhas de alimentação principais. Um valor perto de 0 Ω numa linha que devia ter centenas de ohms indica um curto.
Comparar com uma placa boa ou com valores de referência ajuda a perceber se o valor é anormal.
3. Injeção de tensão com fonte de bancada
Com uma fonte de alimentação de laboratório, aplica-se uma tensão baixa e controlada à linha em curto, com a corrente limitada. O componente defeituoso aquece primeiro do que os outros.
Este passo exige cuidado: tensão a mais pode danificar componentes que estavam bons. Por isso começa-se sempre com valores baixos.
4. Localizar o calor
Há várias formas de ver qual componente aquece:
- Câmara térmica, que mostra o ponto quente em segundos.
- Álcool isopropílico sobre a zona: evapora primeiro onde está o calor.
- Breu (colofónia) ou spray congelante, que derretem ou descongelam no ponto quente.
- O toque cuidadoso, nos casos mais simples.
5. Confirmar e substituir
O componente suspeito é removido com ar quente ou ferro de soldar. Se o curto desaparecer, confirma-se o diagnóstico e coloca-se uma peça nova com o valor correto. Depois testa-se tudo: arranque, carregamento, consumo e funções.
E se o curto estiver num chip?
Se o calor vier de um circuito integrado (por exemplo, o chip de gestão de energia), a reparação passa pela substituição do chip, quando há peça disponível e a placa o permite. Nem sempre é viável, e nesse caso dizemos-te logo.
Na LopesTech, o diagnóstico é feito antes de qualquer orçamento, para saberes com o que contas. Vê o serviço de reparação de placas e microsoldadura.
Precisas de ajuda? Traz o equipamento à LopesTech, em Figueiredo (São Pedro de France, Viseu), ou fala connosco pelo WhatsApp ou pela página de contacto. Diz-nos a marca, o modelo e o que está a acontecer.


